quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

BRASÍLIA - A audiência pública para discutir a proibição de remédios emagrecedores no Brasil ocorreu nesta quarta-feira, 23, na sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em Brasília, sob um forte esquema de segurança. Policiais armados da Polícia Federal estão no auditório, onde está sendo realizada a audiência. O acesso é feito somente depois da passagem por um detector de metais.
O presidente em exercício da Anvisa, Dirceu Barbano, ao abrir a audiência, justificou a presença dos seguranças, afirmando que a agência recebeu ameaças à segurança da reunião. Ele pediu desculpas pela presença dos policiais federais, mas afirmou que a medida era indispensável para garantir a tranquilidade de todos os presentes. O auditório está lotado por representantes de laboratórios e da sociedade médica.
Audiência pública. Filha e mãe de obeso, a deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA) vai propor a realização de uma audiência pública na Câmara sobre a proibição de moderadores de apetite no Brasil. 'Temos de pensar não apenas no lado médico, mas também psicossocial. A batalha contra a obesidade não é fácil e precisamos estudar calmamente quais as alternativas possíveis', afirmou.
Para integrantes da Anvisa, a proposta da deputada pode tornar mais distante uma resolução rápida sobre a proibição de medicamentos emagrecedores no País. Politicamente, afirmam, uma decisão antes de uma audiência no Congresso poderia ser considerada como uma reação autoritária da agência - algo que a Anvisa quer evitar, diante de desgastes enfrentados em outras áreas como regulamentação de propaganda de alimentos ou mudança de embalagens de cigarros.
Alice afirmou que atualmente em sua família ninguém faz uso de remédios. 'Minha filha já fez. Agora não. Mas é uma luta.' O pai da deputada, já falecido, teve vários problemas de saúde associados à obesidade. Entre as alternativas que poderiam ser discutidas, afirmou a deputada, estão o aumento da fiscalização e mudanças nas regras de prescrição. 'Mas, claro, é preciso verificar a possibilidade legal dessas mudanças.'
A deputada observou que a proibição total aumentaria o risco de venda ilegal da droga. 'O mercado paralelo aguarda sorridente uma decisão como essa.' Presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, Durval Ribas Filho tem avaliação semelhante: 'Além de incentivar o contrabando e comércio ilegal, a proibição retiraria todas as alternativas de terapia - uma catástrofe para pacientes que já se tratam e estão adaptados a essas drogas.'
Anthony Wong, por sua vez, afirma que o fato de não haver alternativas não é suficiente para preservar os medicamentos no mercado. 'Obesidade é multifatorial, moderador do apetite não é a principal arma para combater o problema. Pelo contrário: o uso do remédio significa acrescentar um fator de risco para uma comunidade que já apresenta problemas de saúde.'

COMENTÁRIO
Gilmar Fontes


Jamais alguém impedirá que os torcedores de diversos times brasileiros não se alcoólise num jogo de futibool:ainda mais numa copa do mundo;seria muita ingenuidade dos senadores e deputados querer proibir os fanáticos torcedores de se embriagar  num evento desse tamanho,e o mesmo que pedir pra que o macaco não comesse banana madura na beira do mato;porque não proíbe a venda de bebida em todo o pais nos períodos de futibool no brasil?
Assim: quem pagaria a conta dos comerciantes,e quem arcaria com seus impostos? será que o congresso pagaria ou até mesmo a camará federal ou enfim,os responsável pelo projeto.
Gilmar Fontes

Senado aprova lei que proíbe Bisfenol A em mamadeiras

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou nesta quarta, 7, o projeto de lei que determina a proibição de Bisfenol A na composição de mamadeiras, bicos e chupetas. Há indícios de que a substância pode ser cancerígena se absorvida pelo bebê.
O projeto foi proposto pelo senador Gim Argello (PTB-DF). Segundo o senador Paulo Davim (PV-RN), que é médico, a União Europeia e países como Estados Unidos e Canadá já restringem a comercialização de Bisfenol A.
A Anvisa já havia proibido a substância em mamadeiras por meio de uma resolução publicada em setembro. Agora, a proposta segue para votação na Câmara dos Deputados. A Comissão de Assuntos Sociais aprovou ainda a proposta que obriga os órgãos públicos de defesa do consumidor a armazenar levantamentos, registros e análises de informações sobre acidentes de consumo.
O projeto determina também que as empresas têm que informar entidades de defesa do consumidor sobre eventuais perigos dos produtos ou serviços comercializados por elas. As informações são da Agência Senado.

PREVIDÊNCIA SOCIAL: PORQUE NÃO PUNIR OS LADRÕES?


Garibaldi: rombo na previdência é 'tragédia anunciada

Para defender a aprovação do projeto de lei que cria o fundo de previdência complementar dos servidores públicos, o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, afirmou hoje que é preciso ter coragem para promover as mudanças necessárias. Segundo ele, as mudanças são indispensáveis para permitir que o sistema tenha sustentabilidade no longo prazo, evitando que o problema seja transferido para as futuras gerações. O ministro participa de comissão geral para tratar do projeto no plenário da Câmara.
Segundo Garibaldi, o elevado déficit da previdência dos servidores é uma 'tragédia anunciada'. 'Ou tomamos uma providência ou nos veremos numa situação muito difícil', destacou Garibaldi. Ele lembrou ainda que, quando assumiu o cargo, muitos amigos disseram que ele estava pegando 'um abacaxi'. Logo em seguida frisou que, sem a aprovação do fundo, 'essa previdência vai continuar como está. Será um abacaxi ontem, hoje e sempre', frisou.
O déficit da previdência dos servidores somou cerca de R$ 50 bilhões no ano passado para atender um pouco menos de um milhão de funcionários. No caso do INSS, o saldo negativo foi de R$ 43 bilhões para pagamento de algo em torno de 28 milhões de benefícios.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, destacou ainda que o fundo de previdência dos servidores públicos será vantajoso para o País e para os trabalhadores. A expectativa é de que a economia do governo com esses benefícios, em 2070, seja de R$ 20 bilhões, o que, conforme Barbosa, poderá ser utilizado para aumento dos investimentos públicos. Ele ressaltou ainda que o fundo é necessário para promover justiça previdenciária entre os servidores e, ao mesmo, reduzir o déficit. 'Essa proposta é vantajosa para os servidores públicos e para o Brasil', frisou Barbosa.
Gilmar Fontes disse Vamos ver no que vai dar!!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

TEM ALGUÉM QUERENDO DIVIDIR A ASSEMBLEIA DE DEU DE MADUREIRA.Acredito que o pastor Elizeu esta querendo fatiar a assembleia de Deus ministério de Madureira.

Bp Manoel Ferreira é acusado de profanar púlpito da Assembleia de Deus ao permitir que seguidores do Rev. Moon o utilizassem para evento

Por Tiago Chagas em 5 de dezembro de 2011
Em um evento promovido pelos seguidores do Reverendo Moon, que se considera um Messias, na Assembleia de Deus de Brasília, Ministério de Madureira, o púlpito da igreja foi utilizado como palco e gerou protestos.
Inconformado com o que chamou de profanação, o Pastor Enoque Lima postou um vídeo no YouTube protestando contra a atitude do Bispo Manoel Ferreira, que permitiu a realização do “Global Peace Festival” (Festival da paz mundial, em tradução livre), organizado pelos adeptos de Moon no templo da Igreja da Baleia, como é conhecida a AD Brasília.
Na opinião do Pastor Enoque, “esse festival da paz é na verdade, uma estratégia do filho do Reverendo Moon para trazer a mensagem diabólica, infernal, sobre seu pai, dizendo ser ele o verdadeiro Messias”.
O blogueiro Júlio Severo publicou artigo afirmando que o Pastor Enoque faz um “alerta importante no vídeo para que outros pastores da Assembleia de Deus Ministério Madureira não se deixem enganar pela apostasia que se iniciou em sua denominação, mas abram a boca para denunciar e alertar suas congregações”.
Segundo Severo, Ferreira e Moon o procuraram para avisar que poderão adotar medidas nacionais e internacionais contra a exibição do vídeo que ele está ajudando a divulgar. O blogueiro pede ainda que “baixem e copiem este vídeo antes que os seguidores do Rev. Moon e Manoel Ferreira consigam removê-lo judicialmente do YouTube”.
Assista ao vídeo do Pastor Enoque Lima:


Não há nada que salienta argumento solido como profana postura do Bispo Manuel Ferreia,uma pessoa idônea, responsável, ético,um representante da democracia nacional,vejo isso como uma forma de querer fatiar o ministério de Madureira,bom vocês amigo leitor desse blog,poderá em breve ver como o pr Eliseu acabará excluído,ou divulgando uma nova igreja assemelhada a Madureira.
nisso levando muitos obstinados junto com ele.

Quem pagará pra ver?


Meus parabéns ao Bispo Manoel Ferreira,e todos os pastores do Ministério de Madureira pela brilhante ideia de apoiar o fim das desgraças social em nosso pais.

Acho que toadas as igrejas deveriam agir como ele esta agindo.
Acredito que com o nosso esforço Deus poderá mudar a mente dessa geração que só promete desgraça sociológica em nossos dias.

PARABENS TIAGOS CHAGAS PELA POSTAGENS
POR NOS INFORMAR SOBRE ESSE ASSUNTO.
ABRAÇO
CORDIALMENTE: GILMAR fONTES

SUDE UMA QUESTÃO DE FÉ PARA TODOS OS BRASILEIROS

Jovem com doença rara de pele precisa de medicamentos para tratamento

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Adair José é um garoto de 18 anos que sofre com uma doença rara que atinge uma a cada 300 mil pessoas no mundo: a Epidermólise Bolhosa. Ele foi diagnosticado com a doença aos 4 anos de idade e até hoje sofre com o problema. Sua mãe, Dona Nazaré, fez um apelo ao jornalismo da RTP porque o filho está sofrendo com a falta de medicamentos, que não são suficientes para amenizar os sintomas da doença. 

Epidermólise Bolhosa é um conjunto de doenças de pele cujo principal sintoma é a formação de bolhas na pele causadas por pequenas feridas, calor, fricção ou arranhão. As pessoas que sofrem da forma mais severa da doença têm chance de desenvolver um cancro de pele fatal. Não há cura para a Epidermólise Bolhosa e o seu tratamento depende da severidade da doença, e é direcionado sobretudo a prevenção das dores, da infecção e de outras complicações. 

Por ser uma doença muito rara o seu tratamento é muito caro. Adair já recebia os medicamentos, primeiro através da Secretaria de Assistência Social, e agora através da Secretaria de Saúde, mas infelizmente a quantidade fornecida não está sendo suficiente. Os principais remédios que Adair precisa são o Ureadin e o Hixizine, e a família pede ajuda para conseguir a quantidade suficiente para o tratamento dos sintomas. 

Para saber como ajudar, o número da RTP Castanhal é (91) 3721-4669. 

Fonte: RTP Castanhal

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Aumento de pena é ponto polêmico em nova 'lei seca'



O Congresso estuda outras mudanças na lei seca para torná-la mais eficaz no combate à impunidade no trânsito. A principal aposta é no aumento das punições, a começar pelo tempo de prisão. Advogados e integrantes do governo, porém, apontam falhas técnicas nessas propostas. Da forma como está redigido o projeto aprovado ontem na CCJ, por exemplo, o motorista bêbado que provocou a morte de alguém não será mais processado por homicídio, mas apenas por dirigir alcoolizado, sendo agravante o fato de estar alcoolizado e ter provocado a morte.
Além disso, argumentam os críticos da proposta que não seria possível unir as duas coisas. Uma coisa seria dirigir alcoolizado e o risco que isso causa. Outra coisa é o resultado provocado pelo acidente. O que parece um detalhe técnico poderia render discussões no Judiciário.
Esse aumento do tempo de prisão é mais uma tentativa de o Congresso superar uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte entendeu ser homicídio culposo (sem a intenção de matar) a morte de alguém por um motorista embriagado. Com essa decisão, foi drasticamente reduzida a pena para um motorista que havia sido condenado por homicídio doloso (quando há intenção de matar). A pena prevista para o homicídio simples é de 6 a 20 anos de reclusão. A pena para o homicídio culposo varia de 1 a 3 anos.
A mudança em outro projeto preparado por deputados elevaria a pena para até 12 anos. A ideia não é bem recebida por Pedro Abramovay, que era o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça no momento da elaboração da lei seca. 'Não adianta aumentar a pena, porque a pessoa que dirige bêbada pensa que nada vai acontecer, não vai se envolver num acidente. O que é preciso é evitar que mais pessoas dirijam bêbadas.'
Eficácia - 'O que precisamos resgatar é a eficácia da lei. O texto hoje causa uma impunidade sem precedentes. É preciso achar um ponto de equilíbrio entre a punição a motoristas que dirigem embriagados e o direito desses motoristas', afirmou o atual secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira. 'Não é para endurecer a lei, é para garantir a eficácia.'As informações são do jornal 'O Estado de S. Paulo'.


fonte/// o ESTADÃO

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Década de ouro faz grandes grupos crescerem 2,5 vezes além do PIB



Levantamento do iG revela que 19 dos 20 maiores grupos nacionais faturam mais de R$ 10 bilhões. Há dez anos, eram apenas dois


Foto: Getty Images
Frigorífico JBS comprou rivais no Brasil e no exterior com ajuda do BNDES e cresceu 5.000% : exemplo eloquente do surgimento de um grande grupo brasileiro nos anos 2000
Na primeira década do século 21, os maiores grupos brasileiros cresceram numa velocidade 2,5 vezes acima da expansão da economia brasileira.
No detalhe, o faturamento dos 20 maiores grupos nacionais de capital privado subiu 534% entre os anos de 2000 e 2010, alcançando uma receita bruta conjunta de R$ 587,9 bilhões. No primeiro decênio do século, o lucro consolidado destes grupos chegou a R$ 60,3 bilhões no ano passado, o que significou uma alta de 678% na comparação com o ganho líquido obtido em 2000.
As conclusões fazem parte de um levantamento inédito elaborado pelo iG com os dados dos 20 maiores grupos de capital privado de controle nacional. Nesta década de ouro para os grupos brasileiros, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 212%, a maior expansão observada desde o Milagre Econômico.

A pesquisa mostra outra curiosidade: as receitas de 19 dos 20 maiores grupos privados ultrapassaram os R$ 10 bilhões em 2010. A velocidade de crescimento do faturamento e do lucro supera também outros indicadores econômicos. No mesmo período de dez anos, as ações do Ibovespa, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira, valorizaram 337%. O índice também foi superior aos principais indicadores de inflação, como o IPC-Fipe (77,3%), o IPCA (89,7%) e o IGP-M (129,7%).
O desempenho dos 20 conglomerados privados ajuda a explicar parte da transformação da economia brasileira nos últimos dez anos. “A maioria destas empresas passou por um período não só de crescimento orgânico forte por causa da expansão da economia brasileira, mas também por aquisições tanto no Brasil como no exterior”, diz o professor de finanças da Fundação Dom Cabral (FDC), Haroldo Mota.
Grupos econômicos voltados à produção de commodities são maioria no levantamento. Dos 20 grupos, nove deles têm atividades principais nas áreas de produção de agronegócios e cadeia mineral. De sétima colocada, a Vale, que lidera o levantamento com uma receita bruta de R$ 83 bilhões, tornou-se nos anos 2000 a segunda maior mineradora do mundo. Uma expansão de 747%.
“O crescimento da Vale se deve à realização maciça de investimentos ancorada na disciplina da alocação do capital em resposta à uma forte expansão da demanda global por minérios e metais”, explicou o diretor de relações com investidores da Vale, Roberto Castello Branco, lembrando que os planos são fazer a empresa a maior em termos de capitalização de mercado já em 2015.
Foto: AE
Mina da Vale: investimentos maciços em projetos voltados à atender o crescimento da demanda por commodities
“O ciclo de commodity tem sido menos volátil e mais duradouro do que no passado”, diz o professor de economia da FGV-EAESP, Evaldo Alves. Para ele, as necessidades das classes médias dos países emergentes, liderados por China e Índia, vão exigir o fornecimento constante de produtos agrícolas e minerais, os quais o Brasil têm se especializado, por muitos anos ainda. “Esse é o retrato que está sendo delineado para a economia brasileira”, completa.
“Hoje se fala muito em gerar valor agregado, mas a atividade produtiva ligada à produção de commodities não é necessariamente ruim”, argumenta Sérgio Lazzarini, do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper). Para ele, empresas como a Vale possuem uma tecnologia “embarcada”: “A mineradora investe em pessoal, no seu negócio, criando, por exemplo, diferentes tipos de minério”, explica, concluindo: “o foco deve ser o desenvolvimento da cadeia produtiva”.
Curiosamente, a Embraer, considerada um dos quilates na área de tecnologia brasileira, ficou de fora na lista dos 20 grandes grupos da década de ouro, ocupando a 21ª posição. Seu faturamento cresceu 177%, abaixo da média da expansão do PIB para o período.
Mas além do crescimento da economia e da onda de aquisições, Lazzarini aponta a política ativa do Estado brasileiro como indutora do fortalecimento de alguns grupos privados. “Foi um período em que o governo decidiu criar os campeões nacionais”, diz Lazzarini, que é autor do livro “Capitalismo de laços”, que narra a participação do Estado brasileiro no mundo corporativo depois da privatização dos anos 1990.
O grupo frigorífico JBS talvez seja o exemplo mais eloquente. Induzido pelo BNDES, o JBS ganhou musculatura, comprou rivais, como o Bertin no Brasil e a Swift e a Pilgrim’s Pride, ambas nos EUA, e se transformou no maior grupo processador de carne. O desempenho fez faturamento crescer acima de 5.000% em dez anos, o maior índice de expansão entre os 20 grupos analisados.
Ajustes pré-crescimento
A década de 2000 começou com os grupos econômicos sendo forçados a fazerem um ajuste em suas atividades em razão da desvalorização do real frente ao dólar, que teve um repique em 2002, durante a campanha que levou Lula à presidência. “Há que lembrar que o dólar chegou a quase R$ 4. Isso impôs um esforço em busca da maior eficiência operacional ao mesmo tempo em que se tentava competir com os grupos estrangeiros aumentando sua escala e seu volume de produção e vendas”, diz Mota, da FDC.
Obrigada a rever sua estratégia por causa do endividamento pós-desvalorização do fim dos anos 1990, a Odebrecht se desfez de ativos para atuar apenas na área de construção e petroquímica. Depois de saldar suas dívidas, partiu para a fase de crescimento em meados da década: fez a consolidação na petroquímica, ingressou na produção de etanol e intensificou as sinergias de áreas ligadas à atividade de engenharia e construção.
“Os investimentos em empreendimentos em setores importantes para o País, como petroquímico, infraestrutura e habitação, foram essenciais para o desempenho positivo”, disse o grupo Odebrecht, que se tornou o terceiro maior do País em faturamento, com receitas de R$ 53 bilhões, alta de 558% sobre 2000.
Projetar-se fora das fronteiras do Brasil foi também a estratégia da tradicional empreiteira Andrade Gutierrez. “Nos últimos 10 anos, o grupo passou a ter uma atuação internacional expressiva, desenvolvendo trabalhos em mercados na Europa, na Ásia e na África”, explicou o grupo, que tem negócios em engenharia e construção, telecomunicações e concessões. Seu faturamento aumentou em 578%, atingindo R$ 18,2 bilhões.
Acordos estratégicos
Os grupos que formaram alianças estratégicas com empresas internacionais também despontaram. A cervejaria AmBev fechou acordo com os belgas da InBev, criando a maior empresa do mundo no setor, que depois adquiriu a Anheuser-Busch. Sua receita aumentou 316%, para R$ 46,8 bilhões.
Cosan, que passou a figurar na 16ª posição com R$ 16,6 bilhões, criou uma joint venture com a Shell, de forma a levar o etanol para fora das fronteiras nacionais. “É bom lembrar que os países desenvolvidos passam por uma crise, com estagnação em seus índices de produtividade, ao passo que os países emergentes, como o Brasil, vêm ganhando espaço no exterior”, diz Alves, da FGV.
Foto: DilvulgaçãoAmpliar
Aquisições e associações agressivas: faturamento multiplicado por quatro vezes